MISSÃO


SEJA BEM-VINDO À IGREJA E TORRE DO CASTELO DE S. JORGE

Ao longo de vários anos, este espaço esteve encerrado e esquecido tendo sofrido um processo de degradação acelerado, quer ao nível do seu edificado, bem como do seu recheio artístico. Fruto da resiliência da paróquia e com o apoio de algumas pessoas foi possível dar início a um projecto de salvaguarda deste valioso património, tendo-se intervencionado a cobertura e os paramentos exteriores, bem como alguns tratamentos na pintura decorativa no interior da Igreja. Com o crescente fluxo de turismo, surgiu a ideia de se abrir em permanência a igreja, bem como tornar possível a visita à torre e a partir desse local todos quantos nos visitam, poderem descobrir a vista mais encantadora de Lisboa sobre o Rio Tejo. Com a sua visita estará a contribuir para a manutenção dos postos de trabalho agora criados, bem como a garantir a salvaguarda e valorização deste magnífico edifício do séc. XVIII.

Generic placeholder image

HISTÓRIA


A IGREJA PAROQUIAL DO CASTELO, TAMBÉM CONHECIDA POR IGREJA DE SANTA CRUZ

A Igreja Paroquial do Castelo é uma edificação do século XVIII, ocupando a implantação do templo primitivo construído no século XII, onde existiu uma antiga Mesquita. Diz a tradição verossímil que nela entrou em procissão e cortejo real D. Afonso Henriques após a conquista de Lisboa a 25 de outubro de 1147, tendo depois a Mesquita moura sido transformada em templo cristão. Segundo reza a história, foi no dia em que de celebrava a Festa de Todos os Santos, em louvor e honra do nome de Cristo e de Sua Santíssima Mãe que foi feita a purificação do templo pelo Arcebispo e por mais quatro Bispos sufragâneos. Nesta ocasião foi ainda restaurada a diocese como sede do episcopado e aqui foi sagrado D. Gilberto como o novo Bispo de Lisboa numa cerimónia presidida pelo Arcebispo de Braga, D. João Peculiar. Ao novo prelado passou a caber a gestão eclesiástica do Castelo de Alcácer, do Castelo de Palmela, da zona de Almada, do Castelo de Sintra, do Castelo de Santarém, e do Castelo de Leiria, num território cujos limites iam desde o Castelo de Alcácer até ao Castelo de Leiria e, a ocidente, do mar, até à cidade de Évora. Ao longo da História, a primitiva Igreja de Santa Cruz de Alcáçova, onde tradicionalmente se batizavam os filhos dos monarcas que habitavam o Paço da Alcáçova, no Castelo de S. Jorge, passou por três sismos, em 1344, em 1356 e em 1531, que lhe causaram alguns danos. Contudo, foi o grande terramoto de 1755 que deixou maior rasto de destruição no templo, erguendo-se, depois, sob o traço do arquiteto João Paulo, a atual Igreja Paroquial do Castelo. Este é um templo de uma única nave, possuindo três capelas de cada lado e respetivas tribunas com estilos artísticos diferentes, nomeadamente barroco, pombalino e neoclássico. A torre sineira assenta na torre da muralha da alcáçova do Castelo de S. Jorge. A Igreja Paroquial do Castelo está ligada ao culto de São Jorge, o santo que vence os inimigos da fé, padroeiro da conquista da cidade de Lisboa e, provavelmente, trazido pelos ingleses que ajudaram na batalha contra os mouros.

Generic placeholder image